“Não há nada que esteja menos sob o nosso domínio que o coração, e, longe de podermos comandá-lo, somos forçados a obedecer-lhe”
Rousseau é um filósofo suíço, nasceu em Genebra. Era filho do relojoeiro Isaak Rousseau, que morreu quando ele tinha 10 anos. Mais tarde, foi aluno do Pastor Lambercier, de rígida disciplina moral e religiosa. Precisou trabalhar muito cedo e sentiu o que significava ser maltratado, explorado. Na adolescência, encontrou os portões da sua cidade fechados, quando voltava de uma de suas saídas, opta por vadiar pelo mundo. Acaba por ter como amante uma rica senhora e, sob seus cuidados, estudou música e filosofia. Longe da rica senhora, que estava numa situação financeira má e com outro amante, ele parte para Paris. Aos 37 anos torna-se famoso ao escrever o Discurso Sobre a Origem e Fundamento da Desigualdade Entre os Homens. Acabou por escrever muitas outras obras, de carácter romântico, pedagógico e político. Rousseau rejeita a religião revelada e é censurado. A poder, para ele, deve estar nas mãos do povo. Segundo ele, a população tem que tomar cuidado ao transformar os seus direitos naturais em direitos civis. Após toda uma obra intelectual, fugas às perseguições e uma vida de aventuras, Rousseau acaba por falecer aos 66 anos, no castelo de Ermenonville.
Obras
PPensamento
Rousseau aponta para um mundo melhor, privilegia os sentimentos mais nobres e uma condição saudável para o corpo humano, afastando o pensamento para um plano secundário. Pensando bem, Rousseau antecipou alguma temática que irá dominar o pensamento do séc. seguinte: a falta de unidade Homem-Natureza, a valorização do sentimento em perda da razão, e, finalmente, a convicção de que a liberdade humana é passível de ser concretizada.
Migalhas filosóficas
“Consultei os filósofos, folheei os seus livros, examinei as suas diversas opiniões; achei-os todos orgulhosos, afirmativos, dogmáticos - mesmo no seu pretenso cepticismo -, não ignorando nada, não demonstrando nada, troçando uns dos outros; e esse ponto, que é comum a todos eles, pareceu-me ser o único em que todos concordavam. Triunfantes quando atacam, não têm vigor quando se defendem. Se examinais as suas razões, só as têm para destruir; se contais os seus caminhos, cada um está limitado ao seu; só se põem de acordo para discutir; prestar-lhes ouvidos não era o meio de me livrar da minha incerteza. Compreendi que a insuficiência do espírito humano é a primeira causa dessa prodigiosa diversidade de sentimentos, e que o orgulho é a segunda.”
Bibliografia:
Daniela Fernandes nº7 10ºA
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