Susana Rocha
Caro Gaarder
Concordo inteiramente consigo. Desde sempre que as questões “Quem somos?” e “Para que vivemos?” me atormentam. O que fazemos neste mundo? Nós somos apenas um entre muitos. Quem se lembrará de nós quando morrermos? Talvez seja por isso que nos casamos. Pois o que é o casamento se não um contrato em que assumimos testemunhar a vida de outra pessoa. Fazemos isso para nos sentirmos menos insignificantes, pois quando nós, e os que nos são próximos, morrermos quem se lembrará de nós? A não ser que tenhamos realizado algum feito digno de memória cairemos em esquecimento, portanto porque é que existimos? Será que o facto de mudarmos a vida de alguém, por mais pequena que seja essa mudança, é razão suficiente para justificar a nossa existência e para nos sentirmos realizados? Há quem pense que sim e há quem pense que não. Há quem se sinta realizado se mudar uma só vida, mas também há quem sonhe mais alto e só se sinta realizado se mudar muitas vidas. Mas porquê esta diferença? O que nos leva novamente à questão “Quem somos?” Somos um organismo vivo, mas também o são o cão, o gato, … O que nos torna diferentes? Serão os pensamentos, os sentimentos? Mas os animais também pensam e sentem, de maneira diferente, mas ainda assim o fazem. Então o que nos torna tão especiais? Na minha opinião, talvez seja a nossa capacidade de imaginar e de sonhar, pois quando perdemos tudo o resto ainda temos os nossos sonhos.
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