A história gira em torno de um jovem pastor que, havendo sonhado com um tesouro enterrado sob as pirâmides do Egipto, viaja para África na esperança de enriquecer. Ao longo do seu percurso depara-se com diversas questões filosóficas como, por exemplo, a importância de ouvirmos a nossa consciência (na história representada pelo coração do pastor). No entanto, para mim, a questão mais importante que é levantada, é a questão do destino: Somos verdadeiramente livres? Ou, independentemente do que façamos, terá tudo o mesmo resultado?
De certa forma pode ser reconfortante acreditar no destino, pois porque haveremos de sentir remorsos por uma coisa sobre a qual não temos controlo?
Desde a antiguidade que o destino é visto como uma entidade poderosa, contra a qual não há fuga possível. Este facto serviu de base a muitas histórias, sendo a mais trágica a história de Édipo que, ao fugir do seu destino, acabou por o cumprir.
No entanto, eu sou da opinião de que o destino não existe, sendo este apenas uma desculpa para as pessoas não assumirem as consequências dos seus erros, ou para baixarem os braços e desistirem quando as coisas se tornam difíceis.
É este o preço a pagarmos pela nossa liberdade. Temos o poder de escolher, mas temos de assumir os resultados dessa escolha…para o bem ou para o mal.
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