Sexta-feira, 13 de Outubro de 2006

RICHARD RORTY

 ‘‘A linguagem não é uma imagem do real’’

 

Richard Rorty nasceu em Nova York em 1931 sendo um dos filósofos norte-americanos mais importantes e uma das figuras mais relevantes da filosofia mundial.

Em 1946, Rorty foi para a Universidade de Chicago, para um departamento de filosofia, fez o bacharelato em 1949 e permaneceu em Chicago para concluir um mestrado (1952) com uma tese sobre Whitehead. De 1952 a 1956, Rorty esteve em Yale, onde escreveu uma tese chamada ‘The concept of Potentiality’

         Recebeu a sua primeira função académica no Wellesley College, em 1958. Três anos depois mudou-se para a Universidade de Princeton, onde ficou até á sua ida para a Universidade de Virginia em 1982.

Rorty deixou a Universidade de Virginia em 1998, aceitando uma colocação no Departamento de Literatura Comparada na Universidade de Stanford.

 

 

OBRAS

 

- Contingência, ironia e solidariedade

- Verdade e Justificação

 

 

PENSAMENTO

O principal alvo de Rorty é a ideia filosófica de conhecimento como representação do mundo exterior à mente. Ao oferecer uma imagem contraditória da filosofia, Rorty tem procurado integrar e aplicar as realizações históricas numa síntese pragmática de historicismo e naturalismo. Rorty oferece uma visão altamente integrada e multifacetada de pensamento, cultura e política, visão que o tem feito um dos mais largamente discutidos filósofos da actualidade.

No pensamento de Rorty, a epistemologia moderna (disciplina que trata dos problemas filosóficos postos pela ciência, particularmente o do valor do conhecimento científico) não é somente uma tentativa para legitimar as pretensões ao conhecimento do que é real, mas também uma tentativa para legitimar a própria reflexão filosófica.

 

MIGALHAS FILOSÓFICAS

‘‘O medo da morte que o poeta forte tem, enquanto medo da incompletude, é função do facto de que nenhum projecto de redescrições do mundo e do passado, nenhum projecto de auto criação através da imposição das nossas metáforas idiossincráticas, pode evitar ser marginal e parasita. As nossas metáforas são usos não familiares de palavras velhas, mas tais usos só são possíveis contra o fundo de outras palavras velhas utilizadas de maneira familiares a velhas. Uma linguagem que fosse ‘toda metáfora’ seria uma linguagem sem utilização, logo não seria uma linguagem, mas apenas um papaguear, já que, mesmo que concordemos que as linguagens não são um meio de representação ou de expressão, não deixam de ser meios de comunicação, instrumentos de interacção social, maneiras de nos ligarmos a outros seres humanos.

Esta rectificação necessária da tentativa nietzschiana de divinizar o poeta, esta dependência mesmo do poeta mais forte relativamente aos outros é resumida por Bloom da seguinte maneira:

«A tristeza é o que os poetas não têm presença, a unidade, forma ou significado…»  In, Contigência, Ironia e Solidariedade                                      

Bibliografia

 

Trabalho realizado por: Darcília Silva nº8 10ºA

 

publicado por julmar às 16:15
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