Quinta-feira, 5 de Outubro de 2006

Soren Aabey Kierkegaard

(1813 -1855)

“A vida nunca pode ser compreendida olhando-se para trás, mas só pode ser vivida olhando-se para a frente.”

Filósofo e teólogo dinamarquês do século XIX, nasceu e morreu em Copenhaga.

É considerado o primeiro filósofo existencialista, pois fez a ponte entre a filosofia hegeliana (de Georg Hegel) e aquilo que se tornaria o existencialismo.

Kierkengaard era o sétimo filho de um pai com 56 anos e teria seguido a carreira de pastor se não fosse um estudante indisciplinado. A ruptura que estabelece com o pai (austero protestante, que educa Kierkegaard num ambiente de profunda religiosidade) e o fim do seu noivado com Regina Oslen são dois factores que influenciam a sua concepção filosófica. A partir deste momento os seus textos tornam-se mais profundos e o seu pensamento mais religioso.

Em 1841 viajou para a Alemanha onde se tornou aluno de Schelling. Em 1842 volta a Copenhaga, e em 1843 publica “A alternativa”, Temor e tremor”, e “A repetição”. Em 1844 são editados “Migalhas filosóficas” e “O conceito de angústia”. Um ano depois saem “As etapas no caminho da vida” e, em 1846 o Post-scriptum a “Migalhas filosóficas”. A maior parte destes textos constituem uma tentativa de explicar os paradoxos da existência religiosa.

 

PENSAMENTO

 

Kierkegaard considera que a angústia e o desespero são os elementos essenciais da nossa existência. A angústia representa o estado de espírito de um ser que está condenado a escolher e que não sabe o que escolher, o desespero resulta da lacuna entre “ser” e “natureza”, lacuna essa que representa a existência.

 

OBRAS

As obras do amor; Diário de um sedutor; É preciso duvidar de tudo; O conceito de ironia constantemente referido a Sócrates O desespero humano; O matrimónio; Temor e tremor; A alternativa; A repetição; Migalhas filosóficas; O conceito de angústia; As etapas no caminho da vida;

 

MIGALHAS FILOSÓFICAS

«Se te casas, arrependes-te; se não te casas, arrependes-te também; cases-te ou não te cases, arrependes-te sempre. Ri-te das loucuras do mundo e irás arrepender-te; chora sobre elas, e arrependes-te também; ri-te das loucuras do mundo ou chora sobre elas, e de ambas as coisas te arrependes; quer te rias das loucuras do mundo, quer chores sobre elas, irás sempre arrepender-te. Acredita numa mulher, e irás arrepender-te, não acredites nela e arrependes-te também; acredites ou não numa mulher, arrependes-te de ambas as coisas. Enforca-te, e arrependes-te; não te enforques, e na mesma te arrependes. É esta, meus senhores, a soma e substância de toda a filosofia»
                                                                                                                    In, ”Ou/Ou”
Trabalho de Susana Rocha

publicado por julmar às 19:56
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